14 de jan. de 2011

Novas demandas tecnológicas na educação

Novas Demandas Tecnológicas Na Educação

Autor: Alberto Amorim



As atuais discussões relacionadas à sociedade contemporânea têm como ponto de convergência, as transformações desencadeadas, no campo das tecnologias da informação e comunicação - TIC. As estatísticas referentes aos atuais fluxos de informações revelam números impressionantes.

As cifras contabilizadas já ultrapassam a casa dos trilhões. Em 2007, as estatísticas sinalizavam que a quantidade de informação daquele ano estava ao ponto de ultrapassar, pela primeira vez, a capacidade física de armazenamento disponível (C. COBO, 2007).

A evolução das TIC tem favorecido um processo de "compressão de tempo e espaço". Com as novas tecnologias estocar e transferir instantaneamente grande volume de informações é uma realidade. A pesar da velocidade das transformações, desencadeadas pela informatização da sociedade, há quem afirme que ainda não atingimos a "Singularidade Tecnológica" (RAY KURZWEIL, 2005). Significa dizer que estaríamos próximo de uma evolução tecnológica que transformaria a vida humana de forma irreversível.

Polêmicas a parte, a tecnologia, em especial aquelas associadas ao computador e a internet, tem promovido uma reviravolta na vida pessoal e profissional. Queira quer não os avanços tecnológicos tem modificado a forma como nos relacionamos com tais eventos. Diga-se de passagem, que os eventos relacionados à informática, ainda são objetos técnicos de muita polêmica quanto a sua validade no ensino e na aprendizagem. O que justifica a diversidade de opiniões que tentam caracterizar as transformações da sociedade contemporânea. Além da perplexidade de alguns e o pioneirismo de outros.

De qualquer forma, o ritmo do desenvolvimento tecnológico, que evoca uma nova organização social (CLAUDIA ARAGÃO, 2008), tem provocado sintomas característicos de uma crise de paradigmas. Esta situação exige compreender criticamente os acontecimentos e buscar formas apropriadas de investigação. Não é prudente aplicar antigas convenções para se analisar um fenômeno cuja existência é tão recente. Equívocos podem comprometer a interpretação e gerar respostas que não ajudam a compreender os atuais acontecimentos contemporâneos relacionadas as TIC.

Sendo assim, não poderia ser diferente com a inserção das TIC na educação. Longe de modismos ou deslumbramentos com o novo, tal processo merece análises criticas quanto a sua aplicabilidade no ambiente educacional. Tal análise pressupõe uma revisão dos processos pedagógicos e das concepções de ensino e aprendizagem que vigoram no ambiente escolar. É preciso buscar novas interpretações, a exemplo de Perrenoud, Morin, Lévy, Tardif, mas sem menosprezar a atualidade de Papert, Freire, vygotsky, Piaget, Ausubel entre tantos outros pensadores de diferentes áreas do conhecimento humano.

Como destacado no Livro Verde da Sociedade da Informação, "educar em uma sociedade da informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso das tecnologias da informação". Portanto, a adoção das TIC, no ambiente escolar, requer uma postura pedagógica inovadora e desafiadora para todos envolvidos com educação.

Se o professor não souber como utilizar os recursos da informática, e principalmente a internet, que deve está ancorada em uma abordagem construcionista e não apenas instrucionista, a situação será a mesma observada no ensino presencial quando não tem o domínio dos recursos disponíveis na sala de aula.

Com a possibilidade de migrar as atividades docentes para a internet, utilizando um ambiente virtual de aprendizagem, a cautela quanto ao modo da inserção do professor e aluno, é uma condição importante.

Utilizando a máxima "Tecnologia só tem sentido se melhorar a vida das pessoas" creio que quando descobrirem, o quanto as TIC podem contribuir para dinamizar os conteúdos, superar as dificuldades de aprendizagem e melhorar as relações interpessoais na sala de aula, teremos mais pessoas engajadas em aproveitar ao máximo as tecnologias disponíveis nos ambientes informatizados.

São desafios que se colocam a educação e os seus rumos dependem daqueles diretamente envolvidos no processo tecnológico em curso, cuja dinâmica se baseia em tecnologias que impulsionam interação, colaboração e valorizam a construção coletiva do conhecimento.

Referências bibliográficas

ARAGÃO, Claudia et. al. Comunidades Virtuais de Aprendizagem – Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 2009. 40p.

TAKAHASHI, Tadao et. al. Sociedade da informação no Brasil: livro verde – Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 95p.
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/novas-demandas-tecnologicas-na-educacao-1088796.html

Perfil do Autor

Pós-Graduando em EAD pela UNEB/UAB. Entusiasta do Software Livre como filosofia educacional, da aplicação das TIC no ambiente escolar e do Linux como sinônimo de liberdade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...